Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10071/36382
Autoria: Bettencourt, Míriam
Orientação: Entradas, Marta
Data: 10-Dez-2025
Título próprio: Comunicação de sustentabilidade nos novos media: Greenwashing
Referência bibliográfica: Bettencourt, M. (2025). Comunicação de sustentabilidade nos novos media: Greenwashing [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/36382
Palavras-chave: Comunicação -- Communication
Sustentabilidade -- Sustainability
Greenwashing
Greenhushing
Novos media
Retalhista -- Retailer
ESRS European Sustainability Reporting Standards
New media
Resumo: A crescente pressão para a adoção de práticas sustentáveis confronta as empresas com um paradoxo de comunicação: comunicar excessivamente sem substância arrisca acusações de greenwashing, enquanto o silêncio sobre práticas genuínas configura greenhushing, fenómeno emergente no qual empresas desperdiçam vantagens competitivas por receio de escrutínio público. Esta dissertação investiga a comunicação de sustentabilidade de dois grupos retalhistas portugueses — Jerónimo Martins e MC Sonae — através de análise comparativa de conteúdo dos relatórios de sustentabilidade de 2024 e de 386 publicações digitais no Instagram e LinkedIn. Os resultados revelam que os novos media não constituem canal privilegiado para a divulgação abrangente de sustentabilidade, privilegiando dimensões sociais em detrimento de temas ambientais críticos e evidenciando padrões de greenwashing quando a comunicação frequente carece de ancoragem em dados reportados formalmente. A análise demonstra que ter boas práticas não é suficiente: é necessário comunicá-las de forma verificável para que os stakeholders possam validar a autenticidade das alegações e valorizar consequentemente essa comunicação através de engagement e amplificação orgânica. A congruência entre práticas reportadas e comunicação digital emerge como vantagem competitiva essencial na era da transparência exigida.
The growing pressure to adopt sustainable practices confronts companies with a communication paradox: excessive communication without substance risks greenwashing accusations, while silence about genuine practices constitutes greenhushing, an emerging phenomenon in which companies waste competitive advantages due to fear of public scrutiny. This dissertation investigates sustainability communication by two Portuguese retail groups — Jerónimo Martins and MC Sonae — through comparative content analysis of their 2024 sustainability reports and 386 digital publications on Instagram and LinkedIn. Results reveal that new media do not constitute a privileged channel for comprehensive sustainability disclosure, favouring social dimensions over critical environmental topics and evidencing greenwashing patterns when frequent communication lacks anchoring in formally reported data. Analysis demonstrates that having good practices is not sufficient: it is necessary to communicate them in a verifiable manner so that stakeholders can validate the authenticity of claims and consequently value such communication through engagement and organic amplification. Congruence between reported practices and digital communication emerges as an essential competitive advantage in the era of demanded transparency.
Designação do Departamento: Departamento de Sociologia
Designação do grau: Mestrado em Gestão de Novos Media
Arbitragem científica: yes
Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:T&D-DM - Dissertações de mestrado

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