Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10071/37342
Autoria: Sequeira, Maria João
Data: 2026
Título próprio: Comunicação estratégica para a advocacia em saúde: Contributos de um estudo exploratório
Paginação: 1-47
Título e número da coleção: e-Working-Paper Nº 248/2025
Referência bibliográfica: Sequeira, M. J. (2026). Comunicação estratégica para a advocacia em saúde: Contributos de um estudo exploratório. (CIES e-Working Papers No. 248). CIES-Iscte. http://hdl.handle.net/10071/37342
ISSN: 1647-0893
Palavras-chave: Advocacia em saúde
Patients’ advocacy
Comunicação estratégica -- Strategic communication
Comunicação em saúde
Associações de doentes
Health advocacy
Patients’ advocacy
Health communication
Patients’ associations
Resumo: A advocacia em saúde constitui-se como uma prática central para a promoção da participação cidadã e para a influência em processos de mudança social e política. Inserido num doutoramento em curso, este artigo analisa o papel da comunicação estratégica nos processos de advocacia em Portugal, com particular enfoque nas organizações de pessoas com doença. O estudo procura compreender de que modo estas organizações constroem narrativas públicas, mobilizam recursos comunicacionais e procuram inscrever as suas causas nas agendas mediática e política. Assenta numa abordagem qualitativa e interpretativa, combinando revisão da literatura com um estudo exploratório baseado em entrevistas semiestruturadas a peritos, representantes de organizações. A análise evidencia tensões entre o reconhecimento formal da participação e as barreiras estruturais e simbólicas que limitam a influência efetiva das organizações no processo de decisão em saúde. Os resultados sublinham a importância de processos comunicativos orientados para a mobilização da opinião pública, o reforço da literacia em saúde e a construção de alianças intersectoriais. Conclui-se que, embora ainda incipiente, a advocacia em saúde em Portugal revela potencial para contribuir para uma maior democratização da governação em saúde e para a valorização da experiência vivida como forma legítima de conhecimento e de intervenção pública.
Health advocacy has emerged as a central practice for promoting citizen participation and influencing social and political change. Embedded within an ongoing doctoral research project, this article examines the role of strategic communication in health advocacy processes in Portugal, with particular attention to patient organizations. The study seeks to understand how these organizations construct public narratives, mobilize communicational resources, and attempt to place their causes on the media and political agendas. It adopts a qualitative and interpretative approach, combining literature review with an exploratory study based on semi-structured interviews with experts, representatives of patient organizations. The analysis reveals tensions between the formal recognition of participation and the structural and symbolic barriers that constrain the effective influence of these organizations in health decision-making. Findings highlight the importance of communicative processes aimed at mobilizing public opinion, strengthening health literacy, and building intersectoral alliances. It is concluded that, although still incipient, health advocacy in Portugal shows significant potential to contribute to a more democratic health governance and to the recognition of lived experience as a legitimate form of knowledge and public engagement.
Arbitragem científica: yes
Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:CIES-WP - Working papers

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